Estruturar a governança deveria ser uma preocupação desde a fundação da empresa.
Na prática, porém, é comum que o foco inicial recaia apenas sobre a operação, e temas como acordo de sócios, regras de alçada e estrutura de capital acabam ignorados até que o conflito entre os sócios já esteja instaurado.
Nesse ponto, colocar os egos de lado e priorizar os interesses da empresa se torna muito mais difícil. Trocar o pneu com o carro andando sempre dá mais trabalho.
O ano de 2026 tem sido especialmente desafiador para as empresas brasileiras. Juros altos, instabilidade política e jurídica e o elevado endividamento das famílias vêm contribuindo para um aumento expressivo dos conflitos societários em negócios de todos os portes.
No DDC temos atuado em conflitos societários de alta complexidade que decorrem, em grande parte, da ausência de controles e ritos internos adequados.
Investir tempo e recursos em governança não significa engessar a empresa. Pelo contrário: é o que permite que ela cresça de forma sustentável, com os sócios plenamente conscientes dos riscos que decidiram assumir.
Deixar esse tema para depois é como navegar no escuro, em águas turbulentas, sem as ferramentas necessárias para atravessar a tormenta com segurança.
Na sua empresa, a governança veio antes ou depois do primeiro conflito? Ela tem sido constantemente monitorada, revisada e aperfeiçoada?
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